quarta-feira, 18 de maio de 2011

Portugal

Sou filho de Portugal,
Neto dos navegadores que foram à descoberta.
Sem medo partiram, passaram o cabo Bujador
Deixaram para trás a Boa Esperança.
Corajosamente escreveram história!

Sou português,
Mas sinto vergonha.
Povo, outrora morrera gente de nós
Para hoje termos direitos.
Direitos que vejo prescindirem por mera vaidade.

Que povo é este?
Como deixou de ser Portugal
E passou a ser eu por mim e tu por ti?

Aos que partiram para ter uma vida melhor,
Os que não foram capazes de abandonar
O país que os viu nascer,
Nunca esqueceis que sois filhos d' Camões,
Sois primos dos descobrimentos,
Do tratado de Tordesilhas, das caravelas.

Ó Viriato, D. Afonso Henriques,
Ó Padreia de Aljubarrota,
Digai-me vós, onde ficou
A união que unia este país?

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